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Don’t listen to what they say. Go see: Azores.

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O Início | Recanto do Açor

Mais uma vez fui sem expectativas. Não faço de propósito, juro. Planeamos bem as viagens, temos todos os locais bem marcados. Sabemos onde vamos ficar, onde vamos comer e o que vamos visitar e em que dias. Mas não exploro muito, nem vou ver muitas imagens dos locais.

Uns amigos disseram-me que ia amar. Que os Açores foi o local mais lindo onde já haviam estado. “Ok…Não deve ser isso tudo”, pensei eu. Mas é!

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Ficámos na doce casa Recanto do Açorque aconselho vivamente. Decoração e localização 5 estrelas que nos proporcionou uma estadia muito confortável e descomplicada. Apesar de ficar perto do centro é obrigatório, claro, alugar carro na ilha. Como temos um casal amigo em S. Miguel essa parte ficou facilitada.

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Fomos recebidos com um kit de boas-vindas com produtos locais que nos deixou logo com água na boca: um litro de leite Nova Açores, bolos lêvedos e três doces da Mercearia dos Açores. Quem não sabia, como eu, ficará contente por saber que esta loja típica também já existe em Lisboa, na Rua da Madalena, 115. Compota de Batata Doce aí vou eu…

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Grota do Inferno | Miradouro

Diz-se que o Miradouro da “Grota do Inferno” é o mais bonito dos Açores. Não o consigo assegurar porque todos me pareceram incrivelmente belos. Poderá passar despercebido, por isso, marca-o no teu GPS. Quem sobe a montanha depois de visitar a Lagoa das Sete Cidades, vai ter do lado esquerdo um portão que dá acesso ao Parque Florestal da Mata do Canário. Podes entrar com o carro – dependo dos horários – ou ir a pé.

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Lagoa I | Lagoa do Canário

O caminho é de terra batida, rodeado por vegetação alta e húmida. Deverás segui-lo até ao final. Vais passar pela Lagoa do Canário – mas já lá vamos! Começa a subir o monte e depois de caminhares uns cinco a dez minutos chegarás ao início do carreiro que conduz ao miradouro. Daqui é possível ver a Lagoa das Sete Cidades, a Lagoa Rasa, a Lagoa de Santiago e a Lagoa do Canário.

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Voltando atrás, já para a saída, foi altura de conhecer a Lagoa do Canário. Aproveitámos a maré baixa para calcar o piso lamacento, conviver com os tentilhões simpáticos que se aproximaram e inspirar esta paisagem. E, claro, tirar 153 fotografias.

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Era como se tivesse entrado num daqueles filmes de bosques encantados que tanto adoro ver. Não se ouvia nada. Parecia que estávamos sozinhos no mundo, a respirar aquilo tudo. Apetecia-me ali ficar a contemplar aquela paz. E lembro-me que naquele momento pensei: “Eles tinham razão. Isto é mesmo inacreditável.”

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Lagoa II | Lagoa das Empadadas

O clima ameno e húmido que se sente nos Açores todo o ano é o que torna esta vegetação tão rica, tão pura e tão idílica. Esteve a chuviscar o tempo todo mas não nos importámos. Sabíamos que aquela paisagem precisava daquele clima especial para permanecer tão bonita.

Continuámos caminho até à Lagoa Rasa – umas das – e à Lagoa das Empadadas.

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Poças I | Caldeira Velha

Este caminho verdejante que aqui vêem faz parte do Parque Natural da Caldeira Velha, na Ribeira Grande. Devo ter paralisado com tanta beleza – não me lembro, mas deve ter sido isso – que esta foi a única fotografia decente que tenho. A outra é esta e está no meu instagram. Mas se fizerem uma pesquisa rápida no Google conseguem perceber.

Sim, é o local da poça comunitária de água quente que tem sempre umas 15 pessoas lá dentro. Aqui as águas são sulfatadas-aluminicas, com temperaturas na ordem dos 35ºC, atingindo valores mais baixos ao longo da ribeira, sendo que junto à cascata, os valores são na ordem dos 25º-30ºC.

Entrada: Bilhete Individual: 2€; Bilhete Família (4 pessoas): 4€; Bilhete Sénior, Cartão Jovem/Interjovem; Pessoas com necessidades especiais; e crianças dos 4 aos 12 anos: 1€; crianças (0 aos 3 anos): entrada gratuita

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As piscinas naturais, as pedras vulcânicas que contornam a ilha a negro, o sol que aparece, ora desaparece, de um lado da ilha chove, no outro há pessoas a apanhar sol na praia – sim, aconteceu – a humidade no ar… tudo faz parte da beleza e da especificidade desta ilha.

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Ponto Turístico I | Plantação de Ananases 

Outro ponto de paragem obrigatório é a Plantação de Ananases A. Arruda. Com mais de 100 anos de história, aqui as visitas são gratuitas e podemos acompanhar e conhecer todas as fases do crescimento do ananás. Pode-se ainda requisitar visitas guiadas às várias estufas. Antes de irem embora não se esqueçam de passar na Gift Shop para provar e comprar o Licor de Ananás A. Arruda. Nós optamos pelo picante de ananás e temos gostado muito de usar nos nossos pratos.

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Poças II | Poça da Dona Beija e Parque Terra Nostra

Um dos dias tem de ser unicamente dedicado à zona das Furnas. É aqui que vais encontrar a Poça da Dona Beja e o Parque Natural Terra Nostra. A primeira tem o preço de entrada de 4€ e o Parque, um bocadinho mais caro, tem o valor de entrada de 8€ para os adultos e 4€ para as crianças. Vale tudo muito a pena e é completamente imprescindível visitar estes dois locais.

É nas Furnas que vais encontrar também o mais típico Cozido das Furnas no Restaurante Tonys. Isto claro, se não preferires ires às 5h da manhã escolher um buraquinho no chão para enfiares a tua própria panela. Daí a 6h tens o teu cozido feito au natural.

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Cascata | Ribeira dos Caldeirões

Esta cascata é mais uma das pérolas deste paraíso natural. Fica, como o nome indica, no Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões e tem acesso gratuito e completamente livre. Por ser verão havia menos água à volta da cascata o que nos permitiu tirar algumas fotografias incríveis, na minha opinião. Toda a vegetação circundante pode ser explorada e faz-se pelos diversos trilhos criados. De uma forma geral, é mais um daqueles cenários que só visto para ser sentido.

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Ponto Turístico II | Gorreana

Passar pela plantação de chás da Gorreana era imperativo. Não só porque é um dos pontos turísticos mais falados dos Açores, pela sua fábrica centenária e museu, mas porque somos amantes de chá.

Porem, não acho que o museu esteja devidamente preparado para receber visitas. Entra-se no espaço à vontade, não se paga entrada mas também nada nos é explicado. Os trabalhadores continuam nos seus afazeres enquanto olham para nós como se fossemos uns “invasores”. Um pouco estranho, de fato. Chegamos a uma sala intermédia onde podemos experimentar os chás – verde e preto – enquanto lemos nas paredes um pouco da história desta fábrica. No final, podemos comprar os vários tipos de chá, souvenirs e reencher a chávena, quantas vezes quisermos. A plantação estende-se até perder de vista. Podes saber um pouco mais aqui.

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Ponto Turístico III | A Mulher de Capote

A visita à fábrica de licores ‘Mulher de Capote’ foi ainda mais estranha do que a visita aos chás da Gorreana. Talvez porque tivesse à espera de outra coisa. Entrámos e praticamente tivemos de bater à porta e quase dizer “Podemos entrar?”. Não sei se foi por ser dia da semana… achei que alguém ali não estava à espera de receber visitas.

Levaram-nos imediatamente à parte onde se vendem as milhentas garrafinhas – e garrafonas – de licores. Nem uma explicação de como eram produzidos, nem uma visitinha guiada à fábrica, nem um contozinho sobre a história da ‘Mulher de Capote’… E quem é a ‘Mulher de Capote’?. Não pagámos entrada, mas também não sai de alma cheia. Já de licores…

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Nota | Iguaria que têm de provar como entrada/petisco: morcela com Ananás dos Açores. Ao contrário da morcela que estamos habituados no continente, esta é ligeiramente mais leve e vai lindamente com o ananás que é doce doce!

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Volto lá em outubro e prometo mais fotos dos locais que visitei, e não mostrei, e de outros que tenciono visitar. Algum conselho? Quem é que já visitou os Açores e que ilhas aconselham visitar a seguir?

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