Maison

Life itself is the most wonderful fairy tale.

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Ontem chegámos a Oban já era tarde e só queríamos comer qualquer coisa. Depois de fazermos o check in no Corran House, sob um pôr-do-sol lindíssimo, fomos à procura de um restaurante enquanto o bar do nosso Hostel já parecia estar animado. Percebemos rapidamente que todas as cozinhas e restaurantes fechavam às 22h e, portanto, às 23h a única opção aberta foi o Kebabish Curry House que nos brindou com um take way de pizzas que levámos para a cozinha do nosso alojamento.

A diversão continuou ali perto de casa, no bar, com uma noite de música ao vivo espetacular – o rapaz cantava mesmo bem – enquanto nos misturávamos com os escoceses.

Este alojamento custou-nos £195.

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Oban é uma cidade e um porto no oeste da Escócia, sendo uma porta de entrada muito concorrida. A Torre McCaig, semelhante ao Coliseu, tem vista para a Baía de Oban. Peixe, frutos do mar, moluscos … todos os produtos aqui são os mais frescos possíveis, por isso, toca a petiscar.

Aqui bem pertinho, têm a Ilha de Mull ou Isle of Mull, também bastante conhecida e procurada.

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Saímos de Oban e, já com saudades do mar, era tempo de nos voltarmos a perder na Escócia encantada que eu tanto adoro. Aqui tudo era verdejante e rico. Estacionámos a carrinha e, enquanto caminhávamos, sabíamos que mais tarde ou mais cedo o iríamos ver: o Kilchurn Castle.

A 37 minutos de Oban, ainda dentro da região de Argyll and Bute, encontraríamos o castelo em ruínas – de entrada gratuita -, construído em meados de 1400 e que permaneceu como a base dos poderosos Campbells de Glenorchy por 150 anos. Por sorte, encontrei um “morador” simpático que quis pousar para a foto. Mal ele sabia que esta seria a minha preferida.

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Numa pesquisa sobre “Os castelos encantados da Escócia” – ou algo assim do género – descobri-o. O Inveraray Castle era paragem mais que obrigatória. O Castelo de Inveraray é a casa ancestral do Duque de Argyll, chefe do clã Campbell.

A visita tanto ao castelo como aos seus lindos jardins é paga. Aqui, podem seleccionar o dia ou altura do ano em que estão a pensar ir e, possivelmente, dar-vos-à um valor mais correto. Queria muito, muito mas muito ter entrado. Infelizmente, na altura em que chegámos começou a chover imenso e nem todos queriam entrar. Decidi “não forçar muito a barra” e não deixar uns quantos à espera e, ainda por cima, à chuva.

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Toda esta envolvência parecia ser tirada de um conto de fadas. Ali estava eu, de capuz, à chuva, a ver um jogo de hóquei num campo verdejante no meio da Escócia. Enquanto os rapazes falavam e intervinham no jogo eu estava calada a absorver tudo. De repente comecei a fotografar e a amar o que via na lente. As cores eram perfeitas, a luz era incrível… que castelo era aquele?

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Não teria pedido que estivesse sol – apesar da chuvada que aqui apanhámos – porque o tempo era este. Sei que um dia vou voltar para o conhecer bem e explorar toda esta área melhor e com mais calma. Talvez estejam uns bonitos raios de sol para que possamos desfrutar de um passeio pelos jardins também.

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Sem nos apercebemos estávamos na zona do Loch Lomond & The Trossachs National Park. Zona esta que entrou claramente para a minha lista dos “Voltamos em breve”.

Entre aguaceiros ligeiros e fortes fomos podendo ver o que conseguíamos e ficou mesmo muito por descobrir, principalmente o famoso Loch Lomond Faerie Trail. Estão sempre a gozar comigo por pesquisar tudo no Instagram mas foi precisamente por uma hastag no Instagram que cheguei até este mágico bosque de fadas. Não que alguém do grupo tivesse interesse em o conhecer mas a mim, pelas razões óbvias, interessava-me bastante. “Voltamos em breve”.

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Andávamos de carro pela zona e eu queria parar em todo o lado. “Olha ali. E ali. Que girooo. Podemos ir por ali?” Mas o tempo estava tão mau que apenas consegui com que parássemos na pequena vila de Luss para uma ida à casa de banho. Estava-me a passar tudo ao lado, logo na zona dos bosques com a qual eu mais me identificava.

Quando parámos, bati o pé um bocadinho, fiz meio beicinho e fugi pela vila fora. “Já volto”, disse eu. Era como se tivesse entrado no Shire. Bem, assim me pareceu.

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Na Luss General Store haviam figuras de alces por todo o lado – as minhas preferidas -, mochos, elementos em madeira, velas, notebooks, postais, atoalhados com motivos da região, chocolates, artigos de decoração … tudo o que pudessem imaginar, eu queria trazer comigo. Não podendo, registei algumas imagens na mente, outras na máquina e seguimos viagem.

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Continuámos sob chuva até Stirling fazendo uma tentativa falhada de ver o Devil’s Pulpit. Sabem os ténis com que subimos ao Quiraing? Foram os mesmos. O caminho era perigoso e com o terreno todo elameado, temia-se o pior. Felizmente, a chuva decidiu por nós e, já depois de um molha valente e de uma mini-queda minha, voltámos para a carrinha.

Hillhead Farm Lets recebeu-nos maravilhosamente bem. E apesar de estarmos perto da grande cidade, a nossa pequena cottage fazia sentir-nos ainda na floresta. Trocámos de roupa, enxugámos o cabelo e fomos à descoberta de Stirling.

E se tivermos de cá voltar, para ver tudo melhor,  se não for pedir muito, quero tomar o mesmo pequeno-almoço que tomámos no The Bannockburn Coffee House.

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Às vezes, quando estou mesmo aborrecida a pensar para onde fugiria se tivesse de começar do zero, lembro-me de Luss. Lembro-me destas casas pitorescas que me fazem lembrar o Shire e do Pillars of Hercules em Falkland. Lembro-me deste dia tão escuro e tão chuvoso mas que me marcou por ser exatamente aquilo que eu esperava encontrar na Escócia. A minha Escócia encantada.

E se um dia me apetecer fugir e começar do zero, hei-de lembrar-me que viria para aqui, começar o meu cultivo de produtos biológicos, a viver das flores e das plantas, a aprender tudo sobre chás, botânica e sabonetes perfumados.

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E é por isso que temos de voltar. Porque normalmente, volta-se sempre ao lugar onde fomos imensamente felizes!

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