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Under the Florence sun.

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Fujo para Itália as vezes que forem necessárias – aliás, irei fazê-lo novamente em julho deste ano -, até conhecer cada canto, cada aldeia, cada praia, cada igreja.

E se, como eu, tentas planear pelo menos uma viagem por ano, este é um destino que tem de estar na tua bucket list. A partir de Roma, em 1:50m de comboio, chegámos à solarenga cidade de Florença, capital da região da Toscana.

A estação de comboio é de fácil acesso a todos os pontos da cidade, tendo em conta que Florença não é muito grande e se percorre bem a pé.

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Três dias em Roma tinham-nos deixado moídos. Estafados de museus e galerias. Em Florença aproveitámos para nos perder por entre as ruelas, encarar de frente o sol na Ponte Vecchio, sentarmo-nos nos passeios junto ao Duomo a comer os tão deliciosos Panini e recorrer aos nossos últimos esforços para subir a pé até à Piazzale Michelangelo, um miradouro perfeito que nos permitiu ter uma vista magnífica sobre Florença.

Mas, claro, tendo ido com coragem para enfrentar mais algumas horas de fila, a Uffizi não me teria escapado. Que não vos escape a vocês pois é o mais famoso museu de Florença e um dos mais importantes museus do mundo.

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Vista da  Piazzale Michelangelo

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E se ficaram lá atrás na questão dos Panini, deixei-me confessar. Quando estávamos a preparar a viagem e a escolher os locais onde haveríamos de fazer as refeições, fiquei boquiaberta ao perceber que o Panini Toscani é o nº 1 em 2.162 restaurantes em Florença pelo Tripadvisor. Sandes? Pois bem, foi lá que tivemos a nossa primeira experiência gastronómica sentados num dos passeios, a contemplar o Duomo e a ver as pessoas a passar. O sol de Abril enchia-nos o coração enquanto aquele Panini picante me enchia o estômago. A seguir, um gelado, claro, não estivemos nós em Itália.

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Foi-me difícil fotografar praticamente tudo em Itália. Aconteceu em Roma e em Florença já acusava alguma resistência. A minha lente de 50 mm simplesmente não conseguia acompanhar os grandiosos monumentos e as altíssimas catedrais.

O Duomo, foi mais um dos exemplos da grandeza e magnitude das catedrais em Itália. Peça central desta cidade, podíamos vê-lo de todos os pontos e de todas as ruas. Parecia que para onde fossemos ele estaria ali, a olhar para nós e nós a guiarmo-nos por ele.

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Também não fizemos a conhecida tour à catedral e à cúpula. Tinha-mo-lo feito à Basílica de São Pedro, em Roma, e decidimos não fazê-lo aqui. Mais por uma questão económica. Se bem que, subir mais 463 degraus nesta altura da viagem, teria de ser muito bem negociado.

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Quanto mais descíamos por ruas e arcos, entre praças e estátuas que as compunham, mais perto íamos chegando do Rio Arno. E sabem o que isto significa, certo?

Lá estava ela, com as suas cores terrosas e com as suas janelinhas pequenas. O cartão-postal de Florença. Outrora, as suas casas ocupadas por açougueiros [talhos e matadouros], a mando de Fernando I, a partir de 1956, foram ocupadas pelos melhores joalheiros e ourives. Algo que continua até aos dias de hoje.

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Foram dois dias – 1 dia e meio mais precisamente – de muitas idas para lá e para cá. De boas massas, de visitas a igrejas, de conversas na Ponte Vecchio e ainda uma manhã passada no mercado de São Lourenço, o conhecido mercado de peles de Florença.

Só faltava o pequeno-almoço de sonho naquele espaço que eu tinha descoberto pelo Instagram e que guardara solenemente durante meses para que o pudéssemos visitar.

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Foi por acaso que nos cruzámos com o La Ménagère. Um espaço conceptual que reúne uma cafetaria, um restaurante e uma loja.

Um lugar descontraído, decorado com móveis antigos e peças de decoração irregulares, que preenche o espaço de uma loja de produtos domésticos do século XIX onde o betão, o cimento e as paredes descobertas em tijolo são complementadas por plantas e flores por todo o lado, tornando o ambiente ainda mais orgânico. Vale a pena ver mais imagens do espaço aqui e aqui.

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Foi o pequeno-almoço ideal para uma última volta pela cidade. Era altura de nos despedirmos do grandioso Duomo, dos prédios esguios, as pequenas janelas com portadas em madeira. E dela… dela nunca me hei-de esquecer.

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